"eu retribuo a dádiva do amor,
ainda que eu não saiba como expressa-la."

domingo, 6 de novembro de 2016

Herr Mannelig

Herr Mannelig (também conhecido como Herr Mannerlig) é uma balada sueca medieval que conta a história de uma troll da montanha que propõe se casar com um cavaleiro em troca de riqueza e presentes.

Segundo a lenda, uma Troll da montanha está tentando convencer Herr Mannelig a casar-se com ela. Ela oferece a ele muitos presentes mas ele se recusa a se casar com ela, pois percebe que ela não é cristã, mas uma Troll da montanha (uma criatura maligna). Ela se desespera por não conseguir casar-se com Sir Mannelig, pois casando-se com ele, ela se livraria de seu tormento (possivelmente a maldição de viver como um Troll).

Herr Mannelig (Tradução)

Numa manhã cedo, antes do sol nascer
E os pássaros cantarem sua doce canção
A troll da montanha propôs em casamento o justo cavaleiro
Ela tinha uma língua falsa e má

Senhor Mannelig, senhor Mannelig, 
não quer casar comigo
Por tudo que eu lhe darei alegremente
Responda apenas sim ou não
Você aceita ou você rejeita

Para você eu darei as doze grandes cavagalduras
Que pastam em uma caverna sombria
Nunca tiveram uma sela foi montada em suas costas
Nem uma correia em suas bocas

Presentes como esse eu aceitarei alegremente
Se você fosse uma mulher cristã
Mas eu sei que você é a pior troll da montanha
Nascido do berço de neck e do diabo

A troll da montanha saiu correndo pela porta afora
E assim ela lamentou e chorou tão alto
"E agora eu tivesse conseguido aquele lindo cavaleiro
De meu sofrimento eu estaria livre agora"

Senhor Mannelig, senhor Mannelig, 
não quer casar comigo
Por tudo que eu lhe dei alegremente
Responda apenas sim ou não
Você aceita ou você rejeita

(Garmarna - Guds spelemän - 1996)




Ubuntu: “EU SOU PORQUE NÓS SOMOS”

Ubuntu é uma palavra existente nas línguas Zulu e Xhosa, faladas na África do Sul, que exprime um conceito moral, uma filosofia, um modo de viver que se opõe ao narcisismo e ao individualismo tão comuns em nossa sociedade capitalista neoliberal.

Pode ser uma alternativa ecopolítica para uma convivência social e planetária pautada pelo altruísmo, fraternidade e colaboração entre os seres humanos.
Ubuntu significa: “Eu sou porque nós somos” ou, em outras palavras “Eu só existo porque nós existimos”.

Não apenas ser porque tu és, mas também ser por meio de ti: essa é, em resumo, a ética ubuntu, segundo Dirk Louw, psicólogo e filósofo da África do Sul. 

Por isso, afirma, “ser humano significa ser por meio de outros”, sejam estes vivos ou mortos, humanos ou não. Em um sentido mais geral, ubuntu também “significa simplesmente compaixão, calor humano, compreensão, respeito, cuidado, partilha, humanitarismo ou, em uma só palavra, amor”.

Ubuntu exprime a consciência da relação entre o indivíduo e a comunidade. É um conceito moral, uma filosofia, um modo de viver.

Segundo o espírito de ubuntu, as pessoas não devem levar vantagem pessoal em detrimento do bem-estar do grupo. Para que uma pessoa seja feliz será preciso que todas do grupo se sintam felizes. Estamos conectados uns com os outros e essa relação estende-se aos ancestrais e aos que ainda nascerão.

O ubuntu é resilientemente religioso. Para um ocidental, a máxima “Uma pessoa é uma pessoa por meio de outras pessoas” não tem conotações religiosas óbvias. Ele provavelmente a interpretará apenas como um apelo geral para tratar as outras pessoas com respeito e decência.

Na tradição africana, entretanto, essa máxima tem um sentido profundamente religioso. A pessoa que devemos nos tornar “por meio de outras pessoas” é, em última análise, um ancestral. E, da mesma forma, essas “outras pessoas” incluem os ancestrais. Os ancestrais são a família extensa. Morrer é um último voltar para casa. Por conseguinte, não só os vivos devem compartilhar e cuidar uns dos outros, mas os vivos e os mortos dependem uns dos outros.

Ubuntu traduz a essência do ser humano. Refere-se ao componente presente em todas as pessoas que as capacita, potencialmente, ao entendimento, relacionamento, colaboração. Em muitas pessoas esse potencial se manifesta naturalmente. Na maioria, com maior ou menor intensidade, precisa ser estimulado, despertado.

Postado originalmente por: Muito Além das palavras e Sentidos

sábado, 5 de novembro de 2016

O Palhaço Pagliacci



Rorschach: "Ouvi uma piada, certa vez... Um homem vai ao médico e fala que está deprimido. Diz que a vida parece dura e cruel. Ele se sente só num mundo ameaçador onde o futuro é vago e incerto. O doutor diz... 'O tratamento é simples. O grande palhaço Pagliacci está na cidade esta noite. Vá vê-lo. Levantará o seu astral.' O homem começa a chorar... e fala: 'Mas doutor... eu sou o Pagliacci'. 

Ótima piada.
Todo mundo ri.
Batem os tambores.
Caem as cortinas."


(Watchman - 2009)

Critica do site Omelete: Watcmen