"eu retribuo a dádiva do amor,
ainda que eu não saiba como expressa-la."
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domingo, 25 de abril de 2021

Canto para Minha Morte - Raul Seixas


"A morte, surda, caminha ao meu lado.
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar..."






Raul Seixas
Há 10 Mil Anos Atrás
1976

domingo, 4 de abril de 2021

Amarelo, Azul e Branco - ANAVITÓRIA (Feat - Rita Lee)


Deixa eu me apresentar
Que eu acabei de chegar
Depois que me escutar
Você vai lembrar meu nome

É que eu sou dum lugar
Onde o céu molha o chão
Céu e chão gruda no pé
Amarelo, azul e branco

Deixa eu me apresentar
Que eu acabei de chegar
Depois que me escutar
Você vai lembrar meu nome

É que eu sou dum lugar
Onde o céu molha o chão
Céu e chão gruda no pé
Amarelo, azul e branco

Eu não sei (não sei), não sei (não sei)
Não sei diferenciar você de mim
Não sei (não sei), não sei (não sei)
Não sei diferenciar

Ao meu passado
Eu devo o meu saber e a minha ignorância
As minhas necessidades, as minhas relações
A minha cultura e o meu corpo
Que espaço o meu passado deixa para a minha liberdade hoje?
Não sou escrava dele


Eu vim pra te mostrar
A força que eu tenho guardado
O peito 'tá escancarado
E não tem medo, não, não tem medo
Eu canto pra viver
Eu vivo o que tenho cantado
A minha voz é meu império
A minha proteção

Eu vim pra te mostrar
A força que eu tenho guardado
O peito 'tá escancarado
E não tem medo, não, não tem medo
Eu canto pra viver
Eu vivo o que tenho cantado
A minha voz é meu império
A minha proteção

Meu caminho é novo, mas meu povo não
Meu coração de fogo vem do coração do meu país
Meu caminho é novo, mas meu povo não
O norte é a minha seta, o meu eixo, a minha raiz
E quando eu canto cor
E quando eu grito cor
E quando eu espalho cor
Eu conto a minha história


Não sei (não sei), não sei (não sei)
Não sei diferenciar você de mim
Não sei (não sei), não sei (não sei)
Não sei diferenciar

Compositores: Ana Clara Caetano Costa / Vitoria Fernandes Falcão

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Laços - Tiago Iorc




Cada centímetro de chão
Pedaço da imensidão
Poeira interestelar


Quanta sorte
É poder chegar
Nessa vida
Com você


Todo caminho trilha um sol
Dentro do olhar de cada um
Se conhecer pra se gostar


Ser mais forte
Por acreditar
Na alegria
De viver


Cada suspiro é gratidão
De ver entrelaçar as mãos
Que juntas podem muito mais


Ter um norte
Pra poder sonhar
Ser a brisa
Vendaval pra transformar


Gota de lágrima
Trovão que vem do mar
Revolução
E a chance pra recomeçar


Quero a sorte
De reaprender
Essa vida
Ser a chuva que quer chover

(Tiago Iorc - Duca Leindecker)


sexta-feira, 5 de abril de 2019

Construção - Chico Buarque


"Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego"



Construção

Amou daquela vez como se fosse a última 
Beijou sua mulher como se fosse a última 
E cada filho seu como se fosse o único 
E atravessou a rua com seu passo tímido 
Subiu a construção como se fosse máquina 
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas 
Tijolo com tijolo num desenho mágico 
Seus olhos embotados de cimento e lágrima 
Sentou pra descansar como se fosse sábado 
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe 
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago 
Dançou e gargalhou como se ouvisse música 
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado 
E flutuou no ar como se fosse um pássaro 
E se acabou no chão feito um pacote flácido 
Agonizou no meio do passeio público 
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego 

Amou daquela vez como se fosse o último 
Beijou sua mulher como se fosse a única 
E cada filho seu como se fosse o pródigo 
E atravessou a rua com seu passo bêbado 
Subiu a construção como se fosse sólido 
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas 
Tijolo com tijolo num desenho lógico 
Seus olhos embotados de cimento e tráfego 
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe 
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo 
Bebeu e soluçou como se fosse máquina 
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo 
E tropeçou no céu como se ouvisse música 
E flutuou no ar como se fosse sábado 
E se acabou no chão feito um pacote tímido 
Agonizou no meio do passeio náufrago 
Morreu na contramão atrapalhando o público 
Amou daquela vez como se fosse máquina 
Beijou sua mulher como se fosse lógico 
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas 
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro 
E flutuou no ar como se fosse um príncipe 
E se acabou no chão feito um pacote bêbado 
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

(Construção - Chico Buarque, 1971)

domingo, 30 de dezembro de 2018

Iansã - Alice Caymmi


Senhora das nuvens de chumbo
Senhora do mundo dentro de mim
Rainha dos raios, rainha dos raios
Rainha dos raios, tempo bom, tempo ruim

Senhora das chuvas de junho
Senhora de tudo dentro de mim
Rainha dos raios, rainha dos raios
Rainha dos raios, tempo bom, tempo ruim
Eu sou o céu para as tuas tempestades

Um céu partido ao meio no meio da tarde
Eu sou um céu para as tuas tempestades
Deusa pagã dos relâmpagos
Das chuvas de todo ano
Dentro de mim, dentro de mim


Artista: Alice Caymmi
Música: Iansã
Álbum: Rainha dos Raios
Lançamento: 2014
Gravadora: Universal Music International Ltda.

sábado, 15 de setembro de 2018

Ainda há Tempo/Preciso me Encontrar - Cartola e Criolo (Edited)



Cê quer saber? Então, vou te falar
Por que as pessoas sadias adoecem?
Bem alimentadas, ou não
Por que perecem?
Tudo está guardado na mente
O que você quer nem sempre condiz com o que outro sente
Eu tô falando é de atenção que dá colo ao coração
E faz marmanjo chorar
Se faltar um simples sorriso, às vezes, um olhar
Que se vem da pessoa errada, não conta
Amizade é importante, mas o amor escancara a tampa
E o que te faz feliz também provoca dor
A cadência do surdo no coro que se forjou
E aliás, cá pra nós, até o mais desandado
Dá um tempo na função, quando percebe que é amado
E as pessoas se olham e não se falam
Se esbarram na rua e se maltratam
Usam a desculpa de que nem Cristo agradou
Falô! Cê vai querer mesmo se comparar com o Senhor?

As pessoas não são más, elas só estão perdidas. Ainda há tempo!

(...)

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar

Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar


 Ainda há Tempo - Criolo
Preciso me Encontrar - Candeia / Cartola

Olhos Coloridos - Sandra de Sá



Os meus olhos coloridos
Me fazem refletir
Eu estou sempre na minha
E não posso mais fugir...

Meu cabelo enrolado
Todos querem imitar
Eles estão baratinado
Também querem enrolar...

Você ri da minha roupa
Você ri do meu cabelo
Você ri da minha pele
Você ri do meu sorriso...

A verdade é que você
(Todo brasileiro tem!)
Tem sangue crioulo
Tem cabelo duro
Sarará, sarará
Sarará, sarará
Sarará crioulo...
Sarará crioulo
Sarará crioulo...

Os meus olhos coloridos
Me fazem refletir
Que eu tô sempre na minha
Não! Não!
Não posso mais fugir
Não posso mais!
Não posso mais!
Não posso mais!
Não posso mais!

Meu cabelo enrolado
Todos querem imitar
Eles estão baratinados
Também querem enrolar...

Cê ri! Cê ri! Cê ri!
Cê ri! Cê ri!
Cê ri da minha roupa
Cê ri do meu cabelo
Cê ri da minha pele
Cê ri do meu sorriso...

Mas verdade é que você
(Todo brasileiro tem!)
Tem sangue crioulo
Tem cabelo duro
Sarará, sarará
Sarará, sarará
Sarará crioulo...

Sarará crioulo
Sarará crioulo..

Tenha Fé - Os Originais do Samba


Nunca tenha medo do seu inimigo
Quando não é você que começa a brigar
Também nunca ande de cabeça baixa e bem danado
Pois nem tudo que cai do céu é sagrado
Pois nem tudo que cai do céu é sagrado

Maré que enche e vaza, deixa a praia descoberta
Uma onda vai, outra onda vem
Não fique triste que seu amor pode vim também
Não fique triste que seu amor pode vim também

Aí então você vai me dizer se tenho razão, sim ou não
Pois é por experiência própria que eu perdoei o meu coração

Infeliz no jogo, feliz no amor
Saúde e felicidade, pra dar e vender
Se a reza é forte, você vai ver
Que amanhã um lindo dia vai nascer
Que amanhã um lindo dia vai nascer

Aí então você vai me dizer se tenho razão, sim ou não
Pois é por experiência própria que eu perdoei o meu coração

Infeliz no jogo, feliz no amor
Saúde e felicidade, pra dar e vender
Se a reza é forte, você vai ver

Que amanhã um lindo dia vai nascer
Que amanhã um lindo dia vai nascer



(Os Originais do Samba)

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Sinto Sua Falta (Acústico) - Sons de Saturno



Mais uma vez terei que me acostumar
A casa é um lugar imenso se você não está
Na sala de estar, a foto que me restou
Restaram também promessas que ainda causam dor
Que ainda causam dor

E desde que você foi embora
Eu sinto sua falta
Eu sinto sua falta

E desde o dia em que você foi embora
Eu sinto sua falta
E sinto tanta falta

Parece que o sol deixou de me visitar
O quarto está do jeito que você deixou
Eu ligo a tv, eu tento me acostumar
A casa é um lugar imenso se você não está
Se você não está

E desde que você foi embora
Eu sinto sua falta
Eu sinto sua falta

Tudo mudou quando você foi embora
Eu sinto sua falta
E sinto tanta falta


Artista: Sons de Saturno
Álbum: Sons de Saturno
Lançamento: 2015

quarta-feira, 28 de março de 2018

Codinome Beija-Flor - Cazuza


Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor





Cazuza
Exagerado - 1985

quinta-feira, 8 de março de 2018

Esquece e vai Sorrir - Ludov


Deixa eu te provar
Uma lágrima
Pode derramar da memória
E trazer consigo as dores
De quem teve amores como eu
E não foi capaz de compreender
O que aconteceu


Vai passar 
E você nem vai lembrar 
Vai passar, tudo passa 
Vai passar 
Pense em mim quando acabar 
Vai passar, tudo passa 


Vai passar 
E enfim, pra terminar 
Vai sorrir e achar graça 
Vai sorrir 
E achar graça.





Ludov, O Exercício das Pequenas Coisas - 2004

domingo, 4 de março de 2018

De Graça - Marcelo Jeneci


Nascido em abril de 1982, na Cohab Juscelino, em Guaianases, Zona Leste de São Paulo, Jeneci foi criado pela mãe paulista e pelo pai pernambucano, apaixonado por Roberto Carlos e instrumentos musicais. Cresceu embalado pelas estações de rádio populares e trilhas sonoras de novela. Aprendeu música por meio de seu pai, que trabalhava consertando equipamentos eletrônicos e instrumentos musicais. Começou tocando sanfona na banda de Chico César. Como compositor, fez músicas com Vanessa da Mata ("Amado"), José Miguel Wisnik e Paulo Neves ("Tempestade Emocional"), Luiz Tatit ("Por Que Nós?") e Arnaldo Antunes ("Quarto de Dormir"). Teve sua música "Longe" gravada por Arnaldo Antunes e Leonardo. Zélia Duncan também contou com suas músicas em seu último disco, em que Jeneci participou tocando piano, acordeon e guitarra.

Pela Som Livre lançou seu primeiro disco no final de 2010, Feito para Acabar, um dos melhores discos de 2010, segundo veículos como a revista Rolling Stone. Neste disco, se destacam "Felicidade" (parceria com Chico César), "Feito para acabar", entre outras.

A voz feminina que pontua todo disco de Marcelo Jeneci é da cantora paulistana Laura Lavieri. A estudante de psicologia, canto e violoncelo conheceu Jeneci através do pai, Rodrigo Rodrigues, que integrava o trio Música Ligeira ao lado de Mário Manga e Fábio Tagliaferri. Em 2007, Laura e Jeneci se tornaram parceiros musicais, em um momento em que ele, após anos de dedicação aos instrumentos, se descobria como compositor e ela, como cantor

Em seu primeiro disco, Feito Pra Acabar (2010), Marcelo Jeneci se apresentou para o público com as canções “Pra sonhar” e “Felicidade”. De Graça (2013), segundo álbum do cantor, mostra um novo Jeneci, amadurecido, depois de passar por momentos marcantes na vida pessoal e profissional. Produzido por Kassin, coproduzido por Adriano Cintra e com arranjos de orquestra de Eumir Deudato, o disco promete aproximar ainda mais o público do músico. São 13 faixas que mostram a mudança na forma de fazer música de Jeneci, sem perder a referência e a fórmula de sucesso do primeiro disco. Dentre elas, podemos destacar a faixa-título do disco, “De graça”, que foi o primeiro single deste trabalho lançado na internet e já é sucesso. As músicas compostas em parceria com Arnaldo Antunes, “Alento” e “Tudo bem, tanto faz”, também dão um toque especial ao disco.

Em 2014, seu álbum De Graça foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira.


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Diáspora - Tribalistas


Diáspora

Acalmou a tormenta
Pereceram
Os que a estes mares ontem se arriscaram
E vivem os que por um amor tremeram
E dos céus os destinos esperaram

Atravessamos o mar Egeu
O barco cheio de fariseus
Como os cubanos, sírios, ciganos
Como romanos sem Coliseu
Atravessamos pro outro lado
No Rio Vermelho do mar sagrado
Os Center shoppings superlotados
De retirantes refugiados
You, where are you?
Where are you?
Where are you?

Onde está
Meu irmão
Sem Irmã
O meu filho sem pai
Minha mãe
Sem avó
Dando a mão pra ninguém
Sem lugar
Pra ficar
Os meninos sem paz
Onde estás
Meu senhor
Onde estás?
Onde estás?

Deus
Ó Deus onde estás
Que não respondes
Em que mundo
Em qu’estrela
Tu t’escondes
Embuçado nos céus
Há dois mil anos te mandei meu grito
Que embalde desde então corre o infinito
Onde estás, Senhor Deus

Atravessamos o mar Egeu
O barco cheio de fariseus
Como os cubanos, sírios, ciganos
Como romanos sem Coliseu
Atravessamos pro outro lado
No Rio Vermelho do mar sagrado
Os Center shoppings superlotados
De retirantes refugiados

You, where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?

Onde está
Meu irmão
Sem Irmã
O meu filho sem pai
Minha mãe
Sem avó
Dando a mão pra ninguém
Sem lugar
Pra ficar
Os meninos sem paz
Onde estás
Meu senhor
Onde estás?
Onde estás?

Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?

(Tribalistas - 2017)


Obs. Citações: início do Canto 11 de "O Guesa", de Joaquim de Sousândrade e trecho de "Vozes d’África", de Castro Alves

Diáspora: O termo diáspora (em grego clássico: διασπορά, "dispersão") define o deslocamento, normalmente forçado ou incentivado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona determinada para várias áreas de acolhimento distintas. O termo "diáspora" é usado com muita frequência para fazer referência à dispersão do povo judaico no mundo antigo, a partir do exílio na Babilônia no século VI a.C. e, especialmente, depois da destruição de Jerusalém em 70 d.C.

Em termos gerais, diáspora pode significar a dispersão de qualquer povo ou etnia pelo mundo. Todavia o termo foi originalmente cunhado para designar à migração e colonização, por parte dos gregos, de diversos locais ao longo da Ásia Menor e Mediterrâneo, de 800 a 600 a.C. Associada ao destino do povo hebreu, a palavra foi utilizada na tradução da Septuaginta (em grego) da Bíblia, onde se inscrevia como uma maldição: "Serás disperso por todos os reinos da terra."

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Pra Sonhar - Marcelo Jeneci


De tanto não parar a gente chegou lá
Do outro lado da montanha onde tudo começou
Quando sua voz falou
Pra onde você quiser eu vou
Largo tudo

Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave Maria, sei que há
Uma história pra contar

Domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave Maria, sei que há
Uma história pra contar
Pra contar

(Marcelo Jeneci - Feito pra Acabar - 2010)

Felicidade - Marcelo Jeneci


Melhor viver meu bem,
Pois há um lugar em que o sol brilha pra você,
Chorar, sorrir também e depois dançar na chuva
Quando a chuva vem.


(Marcelo Jeneci - Feito pra Acabar - 2010)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Zero - Liniker e os Caramelows


A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração
Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração
Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na maliha de mão do meu coração

Deixa eu bagunçar você, deixa eu bagunçar você
Deixa eu bagunçar você, deixa eu bagunçar você
A gente fica mordido, não fica?



(Liniker e os Caramelows - Remonta - 2016)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Diamonds and Rust - Joan Baez (Live - 1975)



(...)

now you're telling me
you're not nostalgic
then give me another word for it
you who are so good with words
and at keeping things vague
because I need some of that vagueness now
it's all come back too clearly
yes I loved you dearly
and if you're offering me diamonds and rust
I've already paid

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Grace - Jeff Buckley


Antes de integrar o obscuro Gods and Monsters, Buckley tocou em outras bandas de jazz, rock e punk. Não chegou a gravar com o Gods e partiu para carreira-solo quando o grupo estava prestes a assinar contrato com uma gravadora. No entanto, Buckley só teve a oportunidade de lançar um solitário álbum-solo de estúdio em vida, o mitológico Grace (1994), que não foi bem-sucedido comercialmente. Viveu o dilema de não ser comercial o suficiente para tocar nas FMs nem pesado para supostamente cair no gosto do público indie. Houve quem o classificasse de ´celestial´ demais, mas o tempo fez clássicas suas interpretações para canções etéreas como Corpus Christi Carol, Lilac Wine e a insuperável versão de Hallelujah (Leonard Cohen), depois popularizada pela (também boa) gravação de Rufus Wainwright na trilha da animação Shrek. Não por acaso ambos mantêm certas semelhanças com a melancolia outonal de Nick Drake (1948-1974), que morreu de overdose. Não é à toa que Grace ganhou o atributo de único não pela condição isolada na carreira de Buckley, mas por representar uma ´gota cristalina num mar de ruído´, como disse Bono, do U2. Virou objeto de culto e também bateu fundo na sensibilidade de outros astros como Bob Dylan, Paul McCartney, Jimmy Page e o próprio Wainwright. É um dos grandes discos da década passada e ficou entre os 500 melhores de todos os tempos na lista da revista Rolling Stone. Nos três anos e meio que se seguiram, Buckley compôs várias canções que não foram finalizadas como ele queria. Chamou Tom Verlaine, do Television, para produzir o sucessor de Grace, mas não gostou do resultado. Só que não teve tempo de retrabalhar as canções, que estão num de seus álbuns póstumos Sketches for ´My Sweetheart the Drunk´ (1998). Apesar do material inacabado, ainda assim é uma boa amostra do que poderia ser. O brilho de sua música acabou ofuscado pela morte trágica, por afogamento, na marina do Rio Wolf, em Memphis (Tennessee), no dia 29 de maio de 1997. Criou-se em torno disso uma aura de ´mistério´ desmentida veementemente por sua mãe, Mary Guibert. A morte foi acidental (ele estava nadando), não teve nada que ver com drogas, álcool, suicídio ou qualquer outro combustível para um escândalo cinematográfico. Jeff conviveu pouco com seu pai, apenas por uma semana. E esse tempo foi suficiente para mexer com sua cabeça. Tim abandonou Mary logo depois que ela deu à luz e, com um histórico de infância conturbada, o filho relutou muito em cantar, por medo de comparação com o pai. Por uma daquelas incríveis coincidências, Tim também gravou pouco e virou lenda. Morreu de overdose em 1975 aos 28 anos. Quando se afogou, Jeff tinha 30.

Fonte: Texto Original

domingo, 6 de novembro de 2016

Herr Mannelig

Herr Mannelig (também conhecido como Herr Mannerlig) é uma balada sueca medieval que conta a história de uma troll da montanha que propõe se casar com um cavaleiro em troca de riqueza e presentes.

Segundo a lenda, uma Troll da montanha está tentando convencer Herr Mannelig a casar-se com ela. Ela oferece a ele muitos presentes mas ele se recusa a se casar com ela, pois percebe que ela não é cristã, mas uma Troll da montanha (uma criatura maligna). Ela se desespera por não conseguir casar-se com Sir Mannelig, pois casando-se com ele, ela se livraria de seu tormento (possivelmente a maldição de viver como um Troll).

Herr Mannelig (Tradução)

Numa manhã cedo, antes do sol nascer
E os pássaros cantarem sua doce canção
A troll da montanha propôs em casamento o justo cavaleiro
Ela tinha uma língua falsa e má

Senhor Mannelig, senhor Mannelig, 
não quer casar comigo
Por tudo que eu lhe darei alegremente
Responda apenas sim ou não
Você aceita ou você rejeita

Para você eu darei as doze grandes cavagalduras
Que pastam em uma caverna sombria
Nunca tiveram uma sela foi montada em suas costas
Nem uma correia em suas bocas

Presentes como esse eu aceitarei alegremente
Se você fosse uma mulher cristã
Mas eu sei que você é a pior troll da montanha
Nascido do berço de neck e do diabo

A troll da montanha saiu correndo pela porta afora
E assim ela lamentou e chorou tão alto
"E agora eu tivesse conseguido aquele lindo cavaleiro
De meu sofrimento eu estaria livre agora"

Senhor Mannelig, senhor Mannelig, 
não quer casar comigo
Por tudo que eu lhe dei alegremente
Responda apenas sim ou não
Você aceita ou você rejeita

(Garmarna - Guds spelemän - 1996)




domingo, 30 de outubro de 2016

The Widow - The Mars Volta


Freeze without an answer
Free from all the shame
Must I hide?
Cause I'll never
Never sleep alone

(The Mars Volta - Frances the Mute - 2005)