Deixa eu me apresentar Que eu acabei de chegar Depois que me escutar Você vai lembrar meu nome
É que eu sou dum lugar Onde o céu molha o chão Céu e chão gruda no pé Amarelo, azul e branco
Deixa eu me apresentar Que eu acabei de chegar Depois que me escutar Você vai lembrar meu nome
É que eu sou dum lugar Onde o céu molha o chão Céu e chão gruda no pé Amarelo, azul e branco
Eu não sei (não sei), não sei (não sei) Não sei diferenciar você de mim Não sei (não sei), não sei (não sei) Não sei diferenciar
Ao meu passado Eu devo o meu saber e a minha ignorância As minhas necessidades, as minhas relações A minha cultura e o meu corpo Que espaço o meu passado deixa para a minha liberdade hoje? Não sou escrava dele
Eu vim pra te mostrar A força que eu tenho guardado O peito 'tá escancarado E não tem medo, não, não tem medo Eu canto pra viver Eu vivo o que tenho cantado A minha voz é meu império A minha proteção
Eu vim pra te mostrar A força que eu tenho guardado O peito 'tá escancarado E não tem medo, não, não tem medo Eu canto pra viver Eu vivo o que tenho cantado A minha voz é meu império A minha proteção
Meu caminho é novo, mas meu povo não Meu coração de fogo vem do coração do meu país Meu caminho é novo, mas meu povo não O norte é a minha seta, o meu eixo, a minha raiz E quando eu canto cor E quando eu grito cor E quando eu espalho cor Eu conto a minha história
Não sei (não sei), não sei (não sei) Não sei diferenciar você de mim Não sei (não sei), não sei (não sei) Não sei diferenciar
Compositores: Ana Clara Caetano Costa / Vitoria Fernandes Falcão
Mais uma vez terei que me acostumar
A casa é um lugar imenso se você não está
Na sala de estar, a foto que me restou
Restaram também promessas que ainda causam dor
Que ainda causam dor
E desde que você foi embora
Eu sinto sua falta
Eu sinto sua falta
E desde o dia em que você foi embora
Eu sinto sua falta
E sinto tanta falta
Parece que o sol deixou de me visitar
O quarto está do jeito que você deixou
Eu ligo a tv, eu tento me acostumar
A casa é um lugar imenso se você não está
Se você não está
E desde que você foi embora
Eu sinto sua falta
Eu sinto sua falta
Tudo mudou quando você foi embora
Eu sinto sua falta
E sinto tanta falta
Artista: Sons de Saturno
Álbum: Sons de Saturno
Lançamento: 2015
Deixa eu te provar
Uma lágrima
Pode derramar da memória
E trazer consigo as dores
De quem teve amores como eu
E não foi capaz de compreender
O que aconteceu
Nascido em abril de 1982, na Cohab Juscelino, em Guaianases, Zona Leste de São Paulo, Jeneci foi criado pela mãe paulista e pelo pai pernambucano, apaixonado por Roberto Carlos e instrumentos musicais. Cresceu embalado pelas estações de rádio populares e trilhas sonoras de novela. Aprendeu música por meio de seu pai, que trabalhava consertando equipamentos eletrônicos e instrumentos musicais. Começou tocando sanfona na banda de Chico César. Como compositor, fez músicas com Vanessa da Mata ("Amado"), José Miguel Wisnik e Paulo Neves ("Tempestade Emocional"), Luiz Tatit ("Por Que Nós?") e Arnaldo Antunes ("Quarto de Dormir"). Teve sua música "Longe" gravada por Arnaldo Antunes e Leonardo. Zélia Duncan também contou com suas músicas em seu último disco, em que Jeneci participou tocando piano, acordeon e guitarra.
Pela Som Livre lançou seu primeiro disco no final de 2010, Feito para Acabar, um dos melhores discos de 2010, segundo veículos como a revista Rolling Stone. Neste disco, se destacam "Felicidade" (parceria com Chico César), "Feito para acabar", entre outras.
A voz feminina que pontua todo disco de Marcelo Jeneci é da cantora paulistana Laura Lavieri. A estudante de psicologia, canto e violoncelo conheceu Jeneci através do pai, Rodrigo Rodrigues, que integrava o trio Música Ligeira ao lado de Mário Manga e Fábio Tagliaferri. Em 2007, Laura e Jeneci se tornaram parceiros musicais, em um momento em que ele, após anos de dedicação aos instrumentos, se descobria como compositor e ela, como cantor
Em seu primeiro disco, Feito Pra Acabar (2010), Marcelo Jeneci se apresentou para o público com as canções “Pra sonhar” e “Felicidade”. De Graça (2013), segundo álbum do cantor, mostra um novo Jeneci, amadurecido, depois de passar por momentos marcantes na vida pessoal e profissional. Produzido por Kassin, coproduzido por Adriano Cintra e com arranjos de orquestra de Eumir Deudato, o disco promete aproximar ainda mais o público do músico. São 13 faixas que mostram a mudança na forma de fazer música de Jeneci, sem perder a referência e a fórmula de sucesso do primeiro disco. Dentre elas, podemos destacar a faixa-título do disco, “De graça”, que foi o primeiro single deste trabalho lançado na internet e já é sucesso. As músicas compostas em parceria com Arnaldo Antunes, “Alento” e “Tudo bem, tanto faz”, também dão um toque especial ao disco.
Em 2014, seu álbum De Graça foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira.
Acalmou a tormenta
Pereceram
Os que a estes mares ontem se arriscaram
E vivem os que por um amor tremeram
E dos céus os destinos esperaram
Atravessamos o mar Egeu
O barco cheio de fariseus
Como os cubanos, sírios, ciganos
Como romanos sem Coliseu
Atravessamos pro outro lado
No Rio Vermelho do mar sagrado
Os Center shoppings superlotados
De retirantes refugiados
You, where are you?
Where are you?
Where are you?
Onde está
Meu irmão
Sem Irmã
O meu filho sem pai
Minha mãe
Sem avó
Dando a mão pra ninguém
Sem lugar
Pra ficar
Os meninos sem paz
Onde estás
Meu senhor
Onde estás?
Onde estás?
Deus
Ó Deus onde estás
Que não respondes
Em que mundo
Em qu’estrela
Tu t’escondes
Embuçado nos céus
Há dois mil anos te mandei meu grito
Que embalde desde então corre o infinito
Onde estás, Senhor Deus
Atravessamos o mar Egeu
O barco cheio de fariseus
Como os cubanos, sírios, ciganos
Como romanos sem Coliseu
Atravessamos pro outro lado
No Rio Vermelho do mar sagrado
Os Center shoppings superlotados
De retirantes refugiados
You, where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Onde está
Meu irmão
Sem Irmã
O meu filho sem pai
Minha mãe
Sem avó
Dando a mão pra ninguém
Sem lugar
Pra ficar
Os meninos sem paz
Onde estás
Meu senhor
Onde estás?
Onde estás?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
(Tribalistas - 2017)
Obs. Citações: início do Canto 11 de "O Guesa", de Joaquim de Sousândrade e trecho de "Vozes d’África", de Castro Alves
Diáspora: O termo diáspora (em grego clássico: διασπορά, "dispersão") define o deslocamento, normalmente forçado ou incentivado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona determinada para várias áreas de acolhimento distintas. O termo "diáspora" é usado com muita frequência para fazer referência à dispersão do povo judaico no mundo antigo, a partir do exílio na Babilônia no século VI a.C. e, especialmente, depois da destruição de Jerusalém em 70 d.C.
Em termos gerais, diáspora pode significar a dispersão de qualquer povo ou etnia pelo mundo. Todavia o termo foi originalmente cunhado para designar à migração e colonização, por parte dos gregos, de diversos locais ao longo da Ásia Menor e Mediterrâneo, de 800 a 600 a.C. Associada ao destino do povo hebreu, a palavra foi utilizada na tradução da Septuaginta (em grego) da Bíblia, onde se inscrevia como uma maldição: "Serás disperso por todos os reinos da terra."
Antes de integrar o obscuro Gods and Monsters, Buckley tocou em outras bandas de jazz, rock e punk. Não chegou a gravar com o Gods e partiu para carreira-solo quando o grupo estava prestes a assinar contrato com uma gravadora. No entanto, Buckley só teve a oportunidade de lançar um solitário álbum-solo de estúdio em vida, o mitológico Grace (1994), que não foi bem-sucedido comercialmente. Viveu o dilema de não ser comercial o suficiente para tocar nas FMs nem pesado para supostamente cair no gosto do público indie. Houve quem o classificasse de ´celestial´ demais, mas o tempo fez clássicas suas interpretações para canções etéreas como Corpus Christi Carol, Lilac Wine e a insuperável versão de Hallelujah (Leonard Cohen), depois popularizada pela (também boa) gravação de Rufus Wainwright na trilha da animação Shrek. Não por acaso ambos mantêm certas semelhanças com a melancolia outonal de Nick Drake (1948-1974), que morreu de overdose. Não é à toa que Grace ganhou o atributo de único não pela condição isolada na carreira de Buckley, mas por representar uma ´gota cristalina num mar de ruído´, como disse Bono, do U2. Virou objeto de culto e também bateu fundo na sensibilidade de outros astros como Bob Dylan, Paul McCartney, Jimmy Page e o próprio Wainwright. É um dos grandes discos da década passada e ficou entre os 500 melhores de todos os tempos na lista da revista Rolling Stone. Nos três anos e meio que se seguiram, Buckley compôs várias canções que não foram finalizadas como ele queria. Chamou Tom Verlaine, do Television, para produzir o sucessor de Grace, mas não gostou do resultado. Só que não teve tempo de retrabalhar as canções, que estão num de seus álbuns póstumos Sketches for ´My Sweetheart the Drunk´ (1998). Apesar do material inacabado, ainda assim é uma boa amostra do que poderia ser. O brilho de sua música acabou ofuscado pela morte trágica, por afogamento, na marina do Rio Wolf, em Memphis (Tennessee), no dia 29 de maio de 1997. Criou-se em torno disso uma aura de ´mistério´ desmentida veementemente por sua mãe, Mary Guibert. A morte foi acidental (ele estava nadando), não teve nada que ver com drogas, álcool, suicídio ou qualquer outro combustível para um escândalo cinematográfico. Jeff conviveu pouco com seu pai, apenas por uma semana. E esse tempo foi suficiente para mexer com sua cabeça. Tim abandonou Mary logo depois que ela deu à luz e, com um histórico de infância conturbada, o filho relutou muito em cantar, por medo de comparação com o pai. Por uma daquelas incríveis coincidências, Tim também gravou pouco e virou lenda. Morreu de overdose em 1975 aos 28 anos. Quando se afogou, Jeff tinha 30.
Herr Mannelig (também conhecido como Herr Mannerlig) é uma balada sueca medieval que conta a história de uma troll da montanha que propõe se casar com um cavaleiro em troca de riqueza e presentes.
Segundo a lenda, uma Troll da montanha está tentando convencer Herr Mannelig a casar-se com ela. Ela oferece a ele muitos presentes mas ele se recusa a se casar com ela, pois percebe que ela não é cristã, mas uma Troll da montanha (uma criatura maligna). Ela se desespera por não conseguir casar-se com Sir Mannelig, pois casando-se com ele, ela se livraria de seu tormento (possivelmente a maldição de viver como um Troll).
Herr Mannelig (Tradução)
Numa manhã cedo, antes do sol nascer
E os pássaros cantarem sua doce canção
A troll da montanha propôs em casamento o justo cavaleiro
Ela tinha uma língua falsa e má
Senhor Mannelig, senhor Mannelig,
não quer casar comigo
Por tudo que eu lhe darei alegremente
Responda apenas sim ou não
Você aceita ou você rejeita
Para você eu darei as doze grandes cavagalduras
Que pastam em uma caverna sombria
Nunca tiveram uma sela foi montada em suas costas
Nem uma correia em suas bocas
Presentes como esse eu aceitarei alegremente
Se você fosse uma mulher cristã
Mas eu sei que você é a pior troll da montanha
Nascido do berço de neck e do diabo
A troll da montanha saiu correndo pela porta afora
E assim ela lamentou e chorou tão alto
"E agora eu tivesse conseguido aquele lindo cavaleiro